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  • Bolsonaro diz que governo vai endurecer cobrança de devedores
    by Márcio Neves, do R7 com Estadão Conteúdo on março 23, 2019 at 6:46 pm

    Segundo publicação de Bolsonaro, o foco das ações é o grande devedor Contábeis O presidente da República, Jair Bolsonaro, ressaltou neste sábado (23) que o Governo Federal encaminhou um projeto ao Congresso Nacional que visa a recuperação de R$ 4 bilhões por ano, com o endurecimento no sistema de cobrança de dívidas. Em sua conta no Twitter, ele afirmou que o alvo é o contribuinte com débitos acima de R$ 15 milhões por mais de um ano. "Há grupos que respondem por dívidas de até R$ 40 bilhões. O foco das ações é o grande devedor", diz o texto do tweet. Leia mais: Governo fecha cerco a grandes devedores do INSS Ontem, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) detalhou as medidas previstas no referido projeto de Lei 1.646/2019. A proposta busca o fortalecimento da cobrança da dívida ativa e o combate ao devedor contumaz e/ou que tenha utilizado de práticas ilícitas para burlar obrigações tributárias. De acordo com nota do Ministério da Economia, a intenção é abarcar dívidas previdenciárias e não previdenciárias. Para o devedor contumaz que tenha utilizado de práticas ilícitas para burlar obrigações tributárias, o PL prevê a aplicação de cancelamento do cadastro fiscal do contribuinte (CNPJ), caso constatado desequilíbrio concorrencial, e ainda a proibição de recebimento de benefícios fiscais por até dez anos, inclusive de adesão e parcelamentos. Projeto do Governo encaminhado ao Congresso visa recuperar R$ 4bi a mais por ano endurecendo a cobrança de dívidas. O alvo é o contribuinte com dívida maior do que R$15 mi por mais de um ano. Há grupos que respondem por dívidas de até R$ 40bi. O foco das ações é o grande devedor.— Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) March 23, 2019 "A PGFN e a Justiça Federal vão poder fazer a notificação não só para aquele CNPJ que acumula a dívida, mas também para aqueles CNPJs e CPFs que estejam relacionados a esse devedor que tenham praticado a fraude", explicou o procurador-geral adjunto da Fazenda Nacional, Cristiano Neuenschwander, conforme o comunicado do Ministério da Economia. A proposta também permite que a PGFN, com o intuito de recuperar créditos inscritos em dívida ativa considerados irrecuperáveis ou de difícil recuperação, possam oferecer condições diferenciadas para sua quitação, como descontos de até 50% do valor total da dívida com até 60 meses de parcelamento. Segundo a pasta econômica, o desconto só poderá ser fornecido em caso de inexistência de fraude e a créditos em cobranças pela Procuradoria-Geral há pelo menos 10 anos. Leia também: Sonegação de R$3 bi atinge setor de etanol em SP O projeto prevê, ainda, que o desconto não pode ser aplicado ao principal das dívidas, mas apenas para seus acessórios (juro, mora e multas) e também não é aplicável a créditos específicos, com o Simples e FGTS. Segundo estimativa da PGFN a parcela do estoque total que se enquadrariam nesses casos representa cerca de R$ 1,3 trilhão, devido por 1,7 milhão de devedores. O Estoque total da Dívida Pública está em R$ 2,1 trilhões, dos quais R$ 1,6 trilhão não previdenciários e R$ 491,2 bilhões previdenciários. Neuenschwander destacou que, nos últimos cinco anos, o estoque cresceu em média 11,4% ao ano devido a fatores como a inscrição periódica de novos créditos previdenciários e atualização monetária pela taxa básica de juros (Selic). […]

  • Mais Médicos: Cubanos que ficaram no Brasil após fim do programa relatam dificuldades
    by BBC NEWS BRASIL on março 23, 2019 at 6:30 pm

    'Quando Bolsonaro venceu, sabia que Cuba iria nos levar de volta, mas não imaginei que seria assim', lembra Surizaday Fernández sobre o choque ao saber da ruptura no Mais Médicos BBC/Arquivo Pessoal "Antigamente, nos viam como deuses, hoje nos veem como um nada." É assim que a médica cubana Yulia Molina Hernandez resume a reviravolta que viveu no Brasil, onde chegou há cinco anos como parte do Mais Médicos, programa lançado em 2013 pela então presidente Dilma Rousseff (PT) com o objetivo de ampliar o acesso à saúde básica em áreas carentes e remotas do país. Leia mais: Novo Mais Médicos priorizará Norte e Nordeste, diz ministro da Saúde Em novembro passado, Cuba anunciou sua retirada do programa devido a críticas feitas pelo novo presidente do Brasil, Jair Bolsonaro (PSL). Suas declarações colocaram em questão a formação dos profissionais cubanos e os termos do acordo entre os países mesmo antes da sua vitória, quando ainda era candidato. A decisão deixou mais de 8 mil médicos cubanos diante do dilema de voltar à ilha ou ficar no Brasil - e, neste caso, ser considerado desertor pelo governo de seu país. Mais de 2,5 mil optaram por permanecer aqui e, agora, dizem estar em uma situação precária: não podem praticar medicina nem conseguem outro tipo de emprego. A médica Surizaday Fernández também não quis retornar a Cuba. "Já vinha pensando há muito tempo em romper com Cuba. Não sou uma desertora, porque nunca me interessei em ser militar e nunca fui", conta ela à BBC News Mundo, serviço em espanhol da BBC. BBC Brasil/Getty Images "Você se cansa de ser explorada: você perde anos de vida, perde tempo com a família, perde muitas coisas." Apesar disso, Fernandez, de 31 anos, ficou estupefata ao saber que Cuba estava se retirando do Mais Médicos. "Quando Bolsonaro venceu, eu sabia que Cuba ia nos levar de volta, mas não imaginei que seria assim." Fernández vivia então em Cunha Porã, um pequeno município de Santa Catarina. Ela já se mudou em busca de um novo emprego. Era o começo de uma odisseia, semelhante à de muitos dos seus colegas. Jair Bolsonaro, ainda na campanha, colocou em questão formação de médicos cubanos e os termos do acordo do Mais Médicos Após o anúncio da retirada de Cuba do programa, Bolsonaro disse que os médicos cubanos que desejassem permanecer no país receberiam asilo e poderiam trabalhar se revalidassem seus diplomas. No entanto, a realidade está sendo muito mais complicada, como relata o médico Joan Rodríguez. "Cheguei ao Brasil em junho de 2017 e estava trabalhando normalmente até o cancelamento da parceria. Aguentei dois meses com o que tinha economizado." No final de dezembro, o governo brasileiro criou um edital para cobrir as 8,5 mil vagas que o governo cubano havia deixado em aberto. "Nós, cubanos, pudemos nos inscrever. Mas, na véspera, nosso direito de candidatura foi eliminado e nos disseram para ir à Polícia Federal em cada Estado para pedir refúgio", diz o médico. Ele conta ter seguido as instruções e, uma vez com o pedido de refúgio em mãos, procurado o Ministério do Trabalho para pedir uma carteira de trabalho. Mas o documento não teve muita serventia até agora. Joan Rodríguez relata dificuldade para arcar com moradia e necessidades básicas de vida BBC/Arquivo Pessoal "Quando percebem que somos cubanos e que fomos do Mais Médicos, todas as portas se fecham para nós", lamenta. "Muitas pessoas, quando descobrem nossa profissão, nos dizem que não podem nos contratar, porque os empregos não estariam à altura de um médico. Éramos médicos, sim, mas hoje não somos nada. Somos como qualquer um que precisa de um trabalho para sobreviver." A BBC News Mundo entrou em contato com o Ministério da Saúde para pedir esclarecimentos, mas, até a publicação desta reportagem, não obteve resposta. Yulia Molina, de 34 anos, esbarrou nos mesmos obstáculos. Ela saiu do Mais Médicos dois anos antes de Cuba se retirar do programa, porque estava grávida e corria o risco de dar à luz prematuramente. Cuba exigiu que ela voltasse mesmo neste estado delicado. "Como não queria voltar para não arriscar minha vida ou a de meu filho, eles me classificaram como desertora. Eles me deram um ultimato: 'Ou sai ou fica'. Eu fiquei", lembra. A médica mora no Nordeste e diz que, na região, as coisas são muito mais caras. "Algo que você compra no sul do país por um preço, aqui, eles vendem pelo dobro." Ela conta estar há dois anos desempregada. "Só quero trabalhar", lamenta. "Criam obstáculos, sem qualquer justificativa. Há uma xenofobia como com qualquer estrangeiro, não só com os cubanos. Antigamente, nos viam como deuses, hoje nos veem como um nada." Ainda assim, Molina diz ter sorte, já que pelo menos o marido tem um emprego. Ela conhece pessoas em situação mais complicada. "Sei de gente que vive em uma casa com outras 15 pessoas para conseguir pagar o aluguel, alimentando-se da forma menos saudável possível. São colegas que estão desesperados. Muitos pensam em sair em caravanas." Sem oportunidades no Brasil, cubanos querem ir para os EUA ​Os médicos cubanos com quem a BBC News Mundo conversou dizem que a opção de revalidar o diploma é praticamente inatingível. O principal problema, dizem, é que o governo cubano retém a documentação e, sem isso, o trâmite não anda. Retornar a Cuba está fora de cogitação para eles. Considerados desertores, estes médicos não podem voltar à ilha por oito anos. Mesmo se o governo cubano abrisse exceções e permitisse seu regresso, os médicos dizem temer o tratamento que receberiam. Assim, Yulia Molina, Joan Rodríguez, Surizaday Fernández e a maioria de seus colegas ​​no Brasil estão de olho nos Estados Unidos. "Nosso futuro é muito incerto. Percebemos que não podemos ficar aqui. No início de janeiro, o senador republicano Marco Rubio apresentou a proposta de reabrir um programa nos Estados Unidos que Obama havia fechado em janeiro de 2017", conta Rodríguez. O programa a que ele se refere é o Autorizações para Profissionais Médicos Cubanos (CMPP, na sigla em inglês). Lançado em 2006, permitia que médicos cubanos em outros países (ou seja, que não estavam em Cuba ou nos Estados Unidos) solicitassem em uma embaixada ou consulado americano permissão para entrar no país. Participação cubana no Mais Médicos foi encerrada por Havana em novembro de 2018 BBC Brasil/Getty Images Em 12 de janeiro de 2017, Estados Unidos e Cuba assinaram um acordo para normalizar suas políticas de imigração e, com isso, o CMPP foi encerrado. Molina tem a mesma esperança de Rodriguez. "A única alternativa real seria a reabertura deste programa. Estamos lutando por isso hoje", diz. Por sua vez, Fernandez deixa claro que não vai ficar de braços cruzados. "Quando optei por não voltar a Cuba, presumi que talvez não praticaria medicina por muito tempo, talvez nunca mais", afirma. "Espero que o CMPP reabra e eu tenha a oportunidade de, mais tarde, ter uma outra formação. Nos Estados Unidos, eles têm programas de estudos, mais oportunidades de emprego, de uma vida normal e digna." "Estudei por seis anos, o que exigiu muito sacrifício e esforço de mim e da minha família e de ninguém mais. Por isso, não admito que uma pessoa venha me tratar como se fosse lixo. Trabalho com qualquer coisa, seja o que for, desde que seja respeitado." 'Todas as portas se fecham para nós', diz médica cubana &nbs […]

  • Bolsonaro diz que responsabilidade de reforma está com Congresso
    by Reuters on março 23, 2019 at 5:47 pm

    Jair Bolsonaro está no Chile neste sábado (23) Esteban Felix/ Associated Press/ Estadão Conteúdo - 22.03.2019 O presidente Jair Bolsonaro afirmou neste sábado (23) no Chile que o Brasil precisa "fazer o dever de casa" e aprovar a reforma da Previdência, e que o Congresso Nacional está neste momento com esta responsabilidade. Ao lado do presidente do Chile, Sebastián Piñera, após um encontro bilateral, Bolsonaro afirmou que há "preocupações sim com as discussões que ocorrem por ocasião da reforma da Previdência". "A responsabilidade no momento está com o Parlamento brasileiro, eu confio na maioria dos parlamentares, porque esta não é uma questão de governo Jair Bolsonaro, mas sim uma questão de Estado, é questão de nós no Brasil não experimentarmos situações que outros países enfrentaram, como por exemplo alguns da Europa...", disse ele, referindo-se a nações que não realizaram as reformas necessárias. A declaração foi feita no mesmo dia em que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que Bolsonaro precisa assumir a liderança da articulação da reforma da Previdência. "Queremos aprová-la e entendemos que é único caminho que temos para alavancar o Brasil, juntamente com outros países na América do Sul, para local de destaque que nós merecermos estar", acrescentou Bolsonaro, sobre a reforma, em discurso televisionado. ACORDO COMERCIAL Bolsonaro, que lembrou que o Chile é um dos principais parceiros comerciais do Brasil, firmou acordo com o colega chileno no qual os dois países preveem "aprofundar o diálogo e aproximação entre a Aliança do Pacífico e o Mercosul". "Com esse objetivo, os presidentes destacam a disposição dos dois países em reforçar sua coordenação quando o Chile assumir a Presidência Pro Tempore da Aliança do Pacífico e o Brasil, a Presidência Pro Tempore do Mercosul, em julho próximo", afirmou o documento. Pelo texto, Brasil e Chile "comprometem-se a impulsionar o aperfeiçoamento da integração econômica, com vistas a estabelecer uma área de livre comércio de nova geração entre os Estados-partes do Mercosul e os países-membros da Aliança do Pacífico...". Os dois países ainda reafirmaram o compromisso com a construção de um corredor que pode unir o Centro-Oeste do Brasil com os portos do norte do Chile, passando pela ponte a ser construída entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta, pelo Chaco paraguaio e o noroeste argentino. O Chile ainda reiterou o seu apoio à candidatura brasileira para ingresso na Organização para Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), "estando de acordo com a importância da entrada brasileira". VENEZUELA Sobre a crise na Venezuela, os dois presidentes reafirmaram "o compromisso de contribuir para restaurar a democracia na Venezuela, que requer a realização de eleições presidenciais livres e justas, conforme os padrões internacionais", além da liberação de todos os presos políticos e "o fim da sistemática violação dos direitos humanos naquele país". Os dois presidentes ainda ressaltaram a importância de o regime de Nicolás Maduro autorizar "a abertura de canal de ajuda humanitária que possa atenuar a grave escassez de remédios e alimentos naquele país". Os dois líderes firmaram "compromisso de continuar trabalhando, no âmbito do Grupo de Lima, pela busca de uma saída democrática e pacífica para a crise venezuelana, rejeitando energicamente qualquer ação que implique o uso da violência, sobretudo a opção de intervenção militar". […]

  • Moradores teriam menos de 1 hora para escapar se barragem rompesse
    by Agência Estado on março 23, 2019 at 5:31 pm

    Barragem atinge nível mais alto de risco Reprodução / Google - Street View Ainda com plano de salvamento sendo "qualificado", conforme afirma a Defesa Civil de Minas Gerais, um total de aproximadamente 9 mil pessoas de 3 mil residências, moradoras da cidade de Barão de Cocais, terão uma hora e doze minutos para serem retiradas de suas casas caso a barragem Sul Superior da Minas Gongo Soco, da Vale, se rompa. Ontem, o nível de segurança da estrutura foi elevado para 3, o mais alto, que indica risco iminente de ruptura ou ruptura em andamento. Os cálculos sobre a população a ser retirada e o tempo para a saída foram citados hoje, 23, pelo tenente-coronel Flávio Godinho, coordenador-adjunto da Defesa Civil de Minas Gerais. Segundo o tenente-coronel o trabalho de qualificação deverá ser concluído até o final do dia de hoje ou neste domingo. Um treinamento com simulação de rompimento só deverá ocorrer amanhã ou segunda-feira. Godinho, no entanto, afirmou que, caso a barragem se rompa antes, mesmo com o plano ainda sendo trabalhado, as forças de segurança têm condições de retirar as cerca de 9 mil pessoas de suas casas antes que a lama chegue. "O plano está sendo qualificado para ter precisão melhor. Estamos falando de três mil residências, ou seja, população grande. Se acontecer nesse exato momento, a polícia militar tem toda a condição de retirar essas pessoas. Só que o plano vai facilitar a coordenação para que isso aconteça. Mas se acontecer rompimento neste momento, os protocolos de segurança estão bem estabelecidos, com tropa da policia militar, uma tropa da defesa civil e dos bombeiros para fazer essa evacuação emergencial em uma hora e doze minutos". A sirene do sistema de segurança da barragem foi acionado nesta sexta-feira, por volta das 21h30, depois de reunião entre autoridades e a Vale. No encontro foi informado pela mineradora que a empresa de consultoria contratada para analisar a estrutura ter informado "condição crítica de estabilidade da barragem". Com isso, o nível de alerta da estrutura foi elevado para 3. Em 8 de fevereiro, cerca de 500 pessoas haviam sido retiradas da chamada Zona de Auto Salvamento (Zas) da barragem, depois do acionamento de sirene. Moradores das Zas, pela proximidade com as represas de rejeito, não têm tempo de serem retiradas de casa com intervenção das autoridades. Viaturas da Polícia Militar foram enviadas para a cidade. Pontos de encontro para os quais os moradores precisam se dirigir, em caso de colapso da barragem, estão sendo estabelecidos em cada um dos bairros que podem ser atingidos. Conforme a Vale, a elevação do nível de segurança da estrutura foi uma medida preventiva que "se faz necessária tendo em vista o fato de o auditor independente ter informado a condição crítica de estabilidade da barragem. Com o nível 3, foi acionada a sirene de alerta que cobre a Zona de Autossalvamento (ZAS), como reforço de medida preventiva, já que a evacuação da área próxima à barragem foi realizada em 8 de fevereiro". […]

  • 'O governo é um deserto de ideias', afirma Rodrigo Maia
    by Agência Estado on março 23, 2019 at 5:19 pm

    Maia disse que presidente precisa deixar o Twitter de lado Pedro Ladeira/Folhapress - 01.02.2019 O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse ao jornal O Estado de S. Paulo que o governo não tem projeto para o País além da reforma da Previdência. Um dia após ameaçar deixar a articulação política para a aprovação das mudanças na aposentadoria, por causa dos ataques recebidos nas redes sociais pelo vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), Maia calibrou o discurso e assegurou a continuidade do trabalho. Fez, porém, várias críticas e advertiu que o presidente precisa deixar o Twitter de lado, além da "disputa do mal contra o bem", e se empenhar para melhorar a vida da população. Veja também Rodrigo Maia recebe Gilmar Mendes e cancela a agenda Mourão diz que governo tem que lançar 'pontes' e  falar com Maia 'Nunca vou deixar de defender a reforma da Previdência', diz Maia Maia ataca Moro: 'funcionário de Bolsonaro' e 'copia e cola' de projeto "O governo é um deserto de ideias", declarou Maia. "Se tem propostas, eu não as conheço. Qual é o projeto do governo Bolsonaro fora a Previdência? Não se sabe". Na avaliação do presidente da Câmara, o ministro da Economia, Paulo Guedes, é "uma ilha" dentro do Executivo. Por que o sr. decidiu abandonar a articulação da reforma da Previdência? Apenas entendo que o governo eleito não pode terceirizar sua responsabilidade. O presidente precisa assumir a liderança, ser mais proativo. O discurso dele é: sou contra a reforma, mas fui obrigado a mandá-la ou o Brasil quebra. Ele dá sinalização de insegurança ao Parlamento. Ele tem que assumir o discurso que faz o ministro Paulo Guedes. Hoje, o governo não tem base. Não sou eu que vou organizar a base. O presidente da Câmara sozinho, em uma matéria como a reforma da Previdência, não tem capacidade de conseguir 308 votos. Mas o sr. continua à frente da articulação? Dentro do meu quadrado, sim. Agora, acho que quanto mais eles tentam trazer para mim a responsabilidade do governo, mais está piorando a relação do governo com o Parlamento. O governo precisa vir a público de forma mais objetiva, com mais clareza, com mais energia na votação da reforma. O que o presidente Bolsonaro precisa fazer? Ele precisa construir um diálogo com o Parlamento, com os líderes, com os partidos. Não pode ficar a informação de que o meu diálogo é pelo toma lá, dá cá. A gente tem que parar com essa conversa. Como o presidente vê a política? O que é a nova política para ele? Ele precisa colocar em prática a nova política. Tanto é verdade que ele não colocou que tem (apenas) 50 deputados na base. Faço o alerta: se o governo não organizar sua base, se não construir o diálogo com os deputados, vai ser muito difícil aprovar a reforma da Previdência. O ciclo dos últimos 30 anos acabou e agora se abre um novo ciclo. Ele precisa saber o que colocar no lugar. O Executivo precisa ser um ator ativo nesse processo político. E não está sendo? De forma nenhuma. Ele está transferindo para a presidência da Câmara e do Senado uma responsabilidade que é dele. Então, ele fica só com o bônus e eu fico com o ônus de ganhar ou perder. Se ganhar, ganhei com eles. Se perder, perdi sozinho. Isso, para a reforma da Previdência, é muito grave. Não é uma votação qualquer, para você falar "leva que o filho é teu". Não é assim. É uma matéria será um divisor de águas inclusive para o governo Bolsonaro. Então, ele precisa assumir protagonismo. Foi isso o que eu falei. Não vou deixar de defender as coisas sobre as quais tenho convicção porque brigo com A, B ou C. Meu papel institucional não é usar a presidência da Câmara para ameaçar o governo. Mas o sr. ficou bastante contrariado com os ataques da rede bolsonarista na internet... Não é que eu fiquei incomodado. O que acontece é que o Brasil viveu sua maior recessão no governo Dilma, melhorou um pouco no último governo, só que a vida das pessoas continua indo muito mal. Então, na hora em que a gente está trabalhando uma matéria tão importante como a Previdência, e a rede próxima ao presidente é instrumento de ataque a pessoas que estão ajudando nessa reforma, eu posso chegar à conclusão de que, por trás disso, está a vontade do governo de não votar a Previdência. Não fui só eu que fui criticado. Todo mundo que de alguma forma fez alguma crítica ao governo recebe os maiores "elogios" da rede dos Bolsonaro. Isso é ruim porque você não respeitar e não receber com reflexão uma crítica não é um sinal de espírito democrático correto. O posicionamento do vereador Carlos Bolsonaro nas redes sociais atrapalha o governo? O Brasil precisa sair do Twitter e ir para a vida real. Ninguém consegue emprego, vaga na escola, creche, hospital por causa do Twitter. Precisamos que o País volte a ter projeto. Qual é o projeto do governo Bolsonaro, fora a Previdência? Fora o projeto do ministro (Sérgio) Moro? Não se sabe. Qual é o projeto de um partido de direita para acabar com a extrema pobreza? Criticaram tanto o Bolsa Família e não propuseram nada até agora no lugar. Criticaram tanto a evasão escolar de jovens e agora a gente não sabe o que o governo pensa para os jovens e para as crianças de zero a três anos. O governo é um deserto de ideias. O sr. está dizendo que o governo não tem proposta? Se tem propostas, eu não as conheço. Há uma nova versão do 'nós contra eles'? Eles construíram nos últimos anos o 'nós contra eles'. Nós, liberais, contra os comunistas. O discurso de Bolsonaro foi esse. Para eles, essa disputa do mal contra o bem, do sim contra o não, do quente contra o frio é o que alimenta a relação com parte da sociedade. Só que agora eles venceram as eleições. E, em um país democrático, não é essa ruptura proposta que vai resolver o problema. O Brasil não ganha nada trabalhando nos extremos. Temos um desgoverno? As pessoas precisam da reforma da Previdência e, também, que o governo volte a funcionar. Nós temos uma ilha de governo com o Paulo Guedes. Tirando ali, você tem pouca coisa. Ou pouca coisa pública. Nós sabemos onde estão os problemas. Um governo de direita deveria estar fazendo não apenas o enfrentamento nas redes sociais sobre se o comunismo acabou ou não, mas deveria dizer: "No lugar do Minha Casa, Minha Vida, para habitação popular nós estamos pensando isso; para saneamento, nós estamos pensando aquilo". O presidente minimizou a crise dizendo que vai conversar com o sr e que tudo é como uma briga no namoro. O que achou? Se o presidente não falar comigo até o fim do mandato, não tem problema. Sou a favor da reforma da Previdência. O problema é que ele precisa conseguir várias namoradas no Congresso, são os outros 307 votos que ele precisa conseguir. Ele pode me deixar para o fim da fila. E por que o sr. entrou em um embate com o ministro da Justiça, Sérgio Moro, por causa do pacote anticrime? Certamente, conheço a Câmara muito melhor do que o ministro Moro. E sei como eu posso ajudar o projeto sem atrapalhar a Previdência. O que me incomodou? O ministro passou da fronteira. Até acho que em uma palavra ou outra me excedi, mas, na média, coloquei a posição da Câmara. O governo quer fazer a nova política. Nós queremos participar da nova política. A prisão do ex-presidente Michel Temer e do ex-ministro Moreira Franco serviu para tumultuar esse ambiente político? Eu não acho. As instituições precisam funcionar. Uns gostam da decisão, outros não. Mas ela precisa ser respeitada e aquele que se sentir prejudicado por uma decisão da Justiça tem o poder de recorrer. […]